Este ano , quem vive no campo tem reparado que mesmo com o frio , os passaros chegaram muito mais cedo....Têm sido acordar com o chilrear:)
E como este ano faz muito frio , acabei por arranjar rosmaninho num pote de barro ....azul pois claro !
E para acabar , por hoje, está visto:), ofereço um dos meus inconparáveis azuis !
É sabido que numa zona chamada de algarve, as amendoeiras estão em flor há imenso tempo...mas por aqui , começaram hoje e é uma festa!!!!
Tal como na vida de muita gente , este arbusto , de seu nome " sempre noiva" , já está preparando para em maio estar cheio de flores.....
Mesmo junto da terra , para se protegerem das geadas as hortências estão chegando....

E como aqui só chegou o frio , nada de neve , nada de chuva , resolvi fazer greve dos saltos , das corridas pela casa , de ir "incomodar :)" os crescidos e enrolei-me aqui , junto do quente . Estamos ouvindo Ray Charles , Jimmy Durante e é claro piano..... para não variar Mª João Pires tocando Chopin ....:).Eu ouço a musica e dormito , a minha dona derrete enquanto lê Madam Secretary Madeleine Albright ......estou quase com ciumes ! Diz que ela é intelegente !!! Uhm...
" Da casa do monte , simbolo eterno e perfeito ,
Vejo os campos , os campos todos
E eu os saúdo por fim com a voz verdadeira ,
Eu lhes dou vivas , chorando , com as lagrimas certas e os vivas exactos.....
Vivam , vivam , vivam
Os montes e a planicie , e as hervas !
...................................................." A de C.

Nenhum de nós viveu alguma vez num planeta pequenino , mas já todos , um dia, partimos em viagem pelo universo e conhecemos melhor o estranho mundo dos adultos e fizemos uma série de encontros extraordinários que se uns mostraram da avidez e da ambição , outros nos falaram da amizade.
Para o Pedro do You've Got Mail
Que apanhou ai pelo universo o meu outsider e o arrumou neste lindo cd Fica aqui um conto de Saint-Exupery
à procura...dum amigo
· (O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry)
(...)
Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. - Estou triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...
- AH! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que é que "estar preso" quer dizer?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa. - De que é que tu andas à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - O que é que "estar preso" quer dizer?
- Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar - disse a raposa. - É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas! Aliás, na minha opinião, é a única coisa interessante que eles têm. Andas à procura de galinhas?
- Não - disse o principezinho. Ando à procura de amigos. O que é que "estar preso" quer dizer?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor...tenho a impressão que estou presa a ela...
- É bem possível - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na Terra...
- OH! Mas não é da Terra! - disse o principezinho.
A raposa pareceu ficar muito intrigada.
- Então, é noutro planeta?
- É.
- E nesse tal planeta há caçadores?
- Não.
- Começo a achar-lhe alguma graça...E galinhas?
- Não.
- Não há bela sem senão...- disse a raposa.
Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, têm um ritual, à quinta-feira, vão ao baile com as raparigas da aldeia. Assim, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear para as vinhas. Se os caçadores fossem ao baile num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.
Foi assim que o principezinho prendeu a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sozinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo.. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
(...)
P:S .- e continua um mistério fazer um link...! mas TODOS conhecem o YOU'VE GOT MAIL !!!!

Tenho uma imensa nostalgia de uma boa chuvada! , de uma tarde sentada no quente ouvindo chuva lá fora, do ruido de uma valente trovoada , de ter vontade de chocolate quente e scones com manteiga e de muita , muita chuva!!!!
Que os Crocus estavam a abrir !
Esqueçi a gripe .....
Estas plantas bolbosas , de cultura fácil , são no entanto uma conquista nesta zona de geadas intensas. Agora vão durar uns dias, poucos..., depois é preciso levantar os bolbos quando as folhas murcham e separar os bobilhos . Estes plantam-se logo de seguida e vamos ter flores dentro de dois anos !:)
Jardinar ensina a viver sem pressas :))))

" Tenho uma grande constipação ,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo ,
Zangam-nos contra a vida ,
E fazem espirrar até à metafisica . "
A.C.

Nada com planear uma boa viagem.....
Western Counties
Beginning in Rutland City… ~130 miles
> Travel Route 4 east through Mendon, Sherburne Center and West Bridgewater to Bridgewater Corners.
> In Bridgewater Corners take Route 100A to Route 100 south to the junction with Route 103.
> Take Route 103 west through Healdville and Bowlsville to East Wallingford then take Route 140 west to Wallingford.
> From Wallingford take Route 7 south to Danby, then take Town Highway #33/ Bon Hill Rd. West from Danby to Pawlet.
> Follow Route 30 north through Hubbardton, and about 7 miles north of Hubbardton take a right on to St. John's Road, then Burr Pond road, then Long Swamp Road into Brandon.
> Take Route 7 to Proctor and Route 3 South from Proctor to Center Rutland, and 4B into Rutland City .
Alternate Route - ~98 miles
> Take Route 7B south to intersection with Route 103.
> Turn left onto Route 103 and follow it east through East Wallingford, Bowlsville, Healdville, Ludlow and to the intersection with Route 131 in Proctorsville.
> Travel east on Route 103 through Cavendish, Downers, Amsden and to Route 12 in Ascutney.
> Turn right onto Route 12 south to Route 11.
> Turn right and travel west on Route 11 through Springfield, Chester, Simonsville, North Windham and into Londonderry.
> Take right on to Route 100 north through Weston to Route 155.
> Drive Route 155 north to Route 140 west to Wallingford and intersection with US Route 7/ Route 7B.
> Take either Route north to return to Rutland and complete this scenic loop of.
"Não , não é cansaço.....
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar ,
É um domingo ás avessas
Do sentimento ,
Um feriado passado no abismo....
Não , cansaço não é...
É eu estar existindo
E tambem o mundo ,
Com tudo aquilo que contém ,
Com tudo aquilo que nêle se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais .
F.P. como Álvaro de Campos
post 501
Esta não tem nome...que eu saiba...Uma flor silvestre que nasce por ai e faz lembrar.....
" Pobres das flores nos canteiros dos jardins regulares .
Parecem ter medo da polícia...
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E têm o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam...."
Alberto Caeiro
Os jacintos abriram.....
A luz mudou....
Nada a fazer , o inverno já se vai indo...
Mais um intenso pôr de sol....captado numa folha de madresilva .
Este rebento de Callistemon estava crescendo todo contente.Esta madrugada gelou , mas como é muito resistente vamos ver amanhã como estará.
,....e o primeiro leve da chava cresceu para ouvir-se , ficou no ar uma
tranquiladade que o ar do calor não tinha , uma nova paz em que a agua
punha uma brisa sua . Tão clara era a alegria d'esta chuva branda , sem
tempestade nem escuridão ,.....
L do D. (11-6-1932)
Começou a chuviscar e os salgueiros apareceram com os primeiros botões
Desta vez são sementes de adelfa.
A flor está registada numa foto no dia 6 julho 2004
Assim , sem se incomodar com as geada , apareceu esta papoila .
Inesperada no meio da secura do campo .
Selvagem e livre !

Parabens !!!!
Os anos passam , o sorriso mantem-se o mesmo !
Parabens filhote André

Não me digam que não sabem quem faz anos amanhã ????
Este ano aparecem muito poucos...nada de tapetes de malmequeres como é habitual nesta altura do ano !
" Num dia excessivamente nítido...."
Céu limpo , sem nuvens ........!